9.1.08

Enfim...

foto:ana franco - dignidade e respeito

Rastejei até as entranhas das cidades esquecidas procurando o curandeiro, encotrei o acaso e perguntei-lhe do meu mal:

- Peço que receite um chá ou remédio, um filme ou música, um livro ou enigma, uma gota ou mar ,o que seja cura para essa minha chaga...

a cada palavra minha aflição e sorriso daquela senhora (costurando que todos afirmavam que todo mal ela cura) aumentavam, por fim me ordenou:

"-Deixe-se consumir pela ousadia, meu filho!

Ferva a vida no seu sangue, tome dois comprimidos de explosões, um filme que não se assista sentado, uma música não tocada, um livro feito no segundo do momento, um enigma que pese e voe como nuvens, que seja gota e mar mas que não fique parado com a boca aberta cheia..."



Nada me entorpece mais que a vida pulsando com as febris sensações vivenciadas, pigarreou antes que encotrasse a calçada de sua casa e luz da verdade me ofuscasse pois meus olhos acostumados com a ilusão... me silênciam!